



FENAJ manifesta apoio ao Programa Nacional de Direitos Humanos
Postado em 14/01/2010 por sindjornal
Atacado por entidades empresariais, o programa gerou divergências dentro do próprio governo federal. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, e comandantes militares, rebelaram-se contra a proposta de criação de uma "Comissão da Verdade" para rever os crimes cometidos na ditadura militar e a legislação aprovada de 1964 a 1985 que fere os direitos humanos.
Já o secretário de Direitos Humanos da presidência da República, Paulo Vannuchi, sustentou que o plano foi elaborado com participação social e esteve exposto no site da Secretaria para críticas e sugestões durante todo o ano de 2009.
Disposto a "apagar o incêndio", o governo já sinaliza a possibilidade de recuar e promover mudanças no texto.
Também descontentes entidades patronais da área de comunicação, como a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e a Associação Nacional dos Jornais (ANJ), aproveitaram o embalo e partiram para o ataque ao PNDH 3. Enxergam na criação de um marco regulatório para a comunicação e na criação de condicionamentos para concessões e outorgas ameaças às liberdades de expressão e de imprensa.
Veja, a seguir, a íntegra da nota da FENAJ sobre o programa.
Em defesa dos direitos humanos e da democracia
A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) apoia o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, principalmente, por ser resultado de uma conferência nacional e do debate público e democrático de diversos segmentos da sociedade, constituindo-se em significativo avanço para o aperfeiçoamento da democracia no Brasil, especialmente no que concerne à revisão da anistia para torturadores, pois a tortura é crime de lesa humanidade.
Igualmente, a FENAJ saúda as proposições constantes no PNDH 3 de criação de um marco regulatório para as comunicações no Brasil e de condicionamento das concessões e renovação de outorgas ao respeito aos direitos humanos, que, de modo algum, configuram qualquer tipo de censura ou ataque ao exercício profissional do Jornalismo
Para a FENAJ, o momento é propício para que aqueles que se omitem ou são derrotados nas discussões refletirem sobre seus atos e pararem de boicotar sistematicamente os avanços da democracia no Brasil.
Está na hora, também, dos donos da mídia pararem de relacionar com censura e controle do estado toda e qualquer iniciativa que vise, minimamente, cobrar responsabilidade social dos meios de comunicação.
Brasília, 11 de janeiro de 2010.
Diretoria da FENAJ


“Muitos querem deixar um mundo melhor para os filhos. Poucos pensam em deixar os filhos melhores para esse mesmo mundo." (Anônimo)


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